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sábado, 18 de abril de 2026
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São Sebastião fortalece cuidado infantojuvenil com ação integrada entre Saúde, Educação e Cultura

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Crédito: Divulgação | PMSS

O cuidado com a saúde mental infantojuvenil em São Sebastião ganhou um novo e sensível capítulo. O projeto Tecendo a Vida no Território, realizado no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS II), utiliza a literatura e a vivência na cidade como ferramentas terapêuticas para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade emocional.

Iniciado em maio de 2025, o grupo terapêutico propõe um deslocamento físico e simbólico: os participantes saem da sede do CAPS II e caminham até a Biblioteca Municipal. Nesse trajeto, o território deixa de ser apenas um caminho para se tornar um espaço de descoberta. O projeto é fruto de uma ação intersetorial que envolve as secretarias de Saúde, Educação e a Fundação Educacional e Cultural de São Sebastião.

Coordenado pela professora de Língua Portuguesa, Camila Puertas, o projeto atende cerca de 12 jovens, entre 4 e 17 anos. Segundo a educadora, o nome Tecendo a Vida não é por acaso. ‘Tecer” e ‘texto’ têm a mesma origem etimológica; ambos pressupõem entrelaçar fios e tramas. Viver é também buscar novas narrativas e construir laços que apresentem saídas onde antes não se via perspectiva, explica Camila.

As oficinas são inclusivas: não é necessário saber ler para participar. O foco está na escuta, na interpretação das histórias e no compartilhamento de experiências. Para jovens que enfrentam desafios graves, como o isolamento escolar ou questões de saúde mental, a leitura oferece caminhos alternativos de expressão.

A escolha da Biblioteca Municipal como cenário das oficinas é estratégica. Além de garantir o acesso a um equipamento público de cultura, o deslocamento a pé permite que os jovens observem a cidade com outros olhos, desde descobrir uma rua nova até avistar animais marinhos no percurso, como tartarugas e águas-vivas, que acabam se tornando temas nas rodas de conversa.

Para a equipe do CAPS II, essa circulação é fundamental para criar laços comunitários e sociais, promovendo o sentimento de pertencimento. “É uma forma de garantir direitos e permitir que eles ocupem espaços que muitas vezes nem sabiam que existiam”, destaca Camila.

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