Equipes das Defesas Civis de São Sebastião e Nacional, junto com técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) do Estado e representantes do governo japonês, estiveram na Costa Sul do município na última terça-feira (28/4) para avaliar quatro áreas com potencial para receber uma nova barreira do tipo Sabo. A primeira estrutura já está em estudo no bairro Morro do Abrigo, na região central.
A visita técnica teve como objetivo identificar locais aptos à implantação da tecnologia japonesa voltada à contenção de fluxos de detritos em regiões suscetíveis a deslizamentos. As equipes estiveram nos bairros de Boiçucanga, Maresias, Paúba e Toque-Toque Pequeno, onde foram analisadas características geológicas, hidrológicas e de ocupação do solo.
As informações coletadas serão agora compiladas para subsidiar a definição do local mais adequado, que será feita de forma conjunta entre a Prefeitura, o IPT e representantes do governo japonês.
A ação contou com a participação de técnicos do IPT, Larissa Felicidade, Fabrício Mirandola e Marcelo Gramani; da Defesa Civil Nacional com a presença de Takasue Hayashi, conselheiro-chefe do Projeto Sabo, Cássio Guilherme Rampinelli, coordenador-geral de Mitigação e Prevenção de Desastres, da intérprete Ilze Maeda e do engenheiro Charles Silva de Aguiar; além da equipe da Defesa Civil Municipal composta pelo engenheiro Renan Mendes de Souza, o agente Washington Luis Correia, a estagiária de Engenharia Ana Vitória Lima dos Santos e o geólogo voluntário Thiago Onório.
São Sebastião já integra o Projeto Sabo, programa de cooperação entre Brasil e Japão que tem como objetivo ampliar a capacidade técnica na adoção de soluções estruturais para mitigação de riscos geológicos. Os estudos iniciais para implantação da primeira barreira estão em andamento no Morro do Abrigo, área definida a partir de critérios técnicos como a vulnerabilidade a deslizamentos e o adensamento populacional.
As barreiras do tipo Sabo, termo derivado do japonês ‘sa’ (sedimento) e ‘bo’ (proteção), são estruturas projetadas para conter o deslocamento de detritos, como rochas, troncos e sedimentos, reduzindo a força desses materiais e evitando que atinjam áreas habitadas. A tecnologia é amplamente utilizada no Japão e tem se mostrado eficaz na prevenção de desastres naturais.
A ampliação dos estudos para uma segunda estrutura reforça o compromisso da administração municipal com ações preventivas e de adaptação às mudanças climáticas, especialmente após o evento extremo registrado em fevereiro de 2023, que evidenciou a necessidade de investimentos contínuos em segurança e resiliência urbana.
O prefeito Reinaldinho Moreira destacou a importância do planejamento técnico na definição das áreas prioritárias. “Estamos avançando com responsabilidade, buscando soluções estruturais que possam proteger a nossa população. Esse trabalho conjunto com instituições técnicas e parceiros internacionais é fundamental para garantir decisões assertivas e ampliar a segurança nas áreas mais vulneráveis”, afirmou.
A previsão é que, após a consolidação dos dados técnicos, seja realizada uma reunião entre os órgãos envolvidos para definição do local da nova intervenção.






















