A Polícia Civil deflagrou nesta sexta-feira (15/8) a “Operação Quimera”, ação conjunta entre a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e a Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP), que tem como objetivo desarticular uma quadrilha especializada no chamado golpe do falso advogado.
A ofensiva resultou na prisão de oito indivíduos e no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão em diferentes cidades paulistas, entre elas São Paulo, São Sebastião e Mongaguá.
Em São Sebastião, a operação contou com o apoio da Delegacia de Investigação Geral (DIG), que localizou e prendeu três homens, com 21, 23 e 24 anos, no bairro Enseada. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos integravam o núcleo paulista da organização criminosa, atuando diretamente em golpes virtuais contra vítimas de todo o país.
Como funcionava o golpe
De acordo com as investigações, o grupo criminoso se passava por advogados para aplicar fraudes. As vítimas eram contatadas sob o pretexto de acompanhamento de processos judiciais ou liberação de valores. Com documentos falsificados e uso de linguagem jurídica, os estelionatários conseguiam convencer pessoas a realizar depósitos e transferências bancárias.
Ainda segundo a PCDF, os criminosos utilizavam aplicativos de mensagens e perfis falsos para dar credibilidade à prática ilícita, chegando a criar páginas falsas na internet que simulavam sites de escritórios de advocacia.
Resultado da Operação
A “Operação Quimera” identificou diversos integrantes da quadrilha espalhados pelo território nacional. Durante as buscas, foram apreendidos celulares, computadores, anotações e outros materiais que devem contribuir para o aprofundamento das investigações.
Os três suspeitos detidos em São Sebastião foram levados à sede da DIG, onde permanecem à disposição da Justiça. Eles responderão por estelionato, associação criminosa e falsidade ideológica.
A Polícia Civil reforça o alerta à população para que desconfie de contatos de supostos advogados que solicitam valores antecipados para liberação de benefícios ou andamento de processos judiciais. O cidadão deve sempre confirmar a autenticidade da informação diretamente com órgãos oficiais ou advogados devidamente registrados na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).




















