Tarcísio é reeleito governador de São Paulo no 1º turno com votação recorde; Derrite e André do Prado vencem para o Senado

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Governador do Republicanos obtém 62,85% dos votos válidos e derrota Fernando Haddad pela segunda vez consecutiva. Chapa apoiada por Tarcísio conquista as duas vagas de São Paulo no Senado Federal

O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi reeleito no primeiro turno neste domingo, 4 de outubro de 2026. Com mais de 90% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato garantiu matematicamente a permanência no Palácio dos Bandeirantes por mais quatro anos, sem necessidade de segundo turno – a quarta vez na história em que o maior colégio eleitoral do país elege um governador já no primeiro turno.

Às 19h50, com 90,02% das urnas totalizadas, Tarcísio de Freitas já aparecia com 62,85% dos votos válidos, o equivalente a mais de 13 milhões de votos (13.057.319, segundo o TSE). O adversário Fernando Haddad (PT) somava 36,22% dos votos válidos, com mais de 7,5 milhões de votos. Com a apuração praticamente encerrada, o placar final consolidou o favoritismo que Tarcísio demonstrou ao longo de toda a campanha: o governador fez a maior votação da história de São Paulo, ultrapassando a marca de 14 milhões de votos e superando os 13.480.643 votos que havia obtido no segundo turno de 2022.

Domínio no interior e no litoral

O resultado evidenciou a ampla vantagem territorial de Tarcísio: ele venceu em 639 dos 645 municípios paulistas, enquanto Haddad levou apenas seis cidades. No Litoral Norte, região de forte presença do eleitorado conservador, a vantagem do governador foi expressiva:

  • São Sebastião – com 90% das urnas apuradas, Tarcísio obteve 65,59% dos votos (28.628 votos), contra 33,66% de Haddad (14.692 votos);
  • Caraguatatuba – Tarcísio somou 49,6 mil votos, contra 22,3 mil de Haddad;
  • Ilhabela – com 90% das urnas apuradas, o governador registrou 13,2 mil votos, contra 6,4 mil do petista;
  • Ubatuba – fechando o balanço regional, foram 36 mil votos para Tarcísio contra 15 mil para Haddad.

Os números confirmam a consolidação do projeto político do governador na região, que já havia apresentado desempenho forte em 2022 e ampliou a margem nesta eleição.

Senado Federal: chapa de Tarcísio conquista as duas vagas

Nas eleições deste domingo, os candidatos Guilherme Derrite (Progressistas) e André do Prado (Partido Liberal) foram matematicamente eleitos para ocupar as duas vagas de São Paulo no Senado Federal. Ambos contaram com o apoio político do governador Tarcísio de Freitas e obtiveram mais de 11 milhões de votos cada.

Com a apuração concluída, Derrite registrou 30,59% dos votos válidos, com 13.273.880 votos, liderando a disputa. André do Prado apareceu logo em seguida, com cerca de 29,35%, garantindo a segunda cadeira. Ficaram de fora Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que disputaram as vagas até o fim.

Os novos senadores assumirão seus mandatos no início de 2027, juntando-se a Marcos Pontes (PL), eleito em 2022 e com mandato vigente até 2031. Eles substituirão os senadores Mara Gabrilli e Giordano, cujos mandatos terminam em fevereiro de 2027. A renovação representa a troca de dois terços da representação paulista na Casa.

Reações e próximos passos

Após a confirmação do resultado, Fernando Haddad ligou para Tarcísio de Freitas e reconheceu a derrota, em gesto de cordialidade institucional. O ex-prefeito da capital e ex-ministro da Fazenda acumula a quarta derrota consecutiva em disputas majoritárias, o que deixa seu futuro político em aberto.

Em pronunciamento, Tarcísio prometeu mais entregas para o próximo mandato e agradeceu o eleitorado paulista. O presidente estadual do PSD, Gilberto Kassab, um dos principais aliados, parabenizou o governador pela reeleição e destacou o avanço do partido nas urnas.

Nos termos da legislação eleitoral, o resultado será formalizado pelo TSE após a totalização dos votos, seguida da diplomação dos eleitos – etapa em que os candidatos recebem os diplomas que os habilitam ao exercício do mandato – e da posse, prevista para 1º de janeiro de 2027 no caso do governador e para o início do ano legislativo no Senado.

Por Redação/Rota55

 

 

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