Festival de Talentos Libras transforma língua de sinais em expressão artística e ferramenta de inclusão

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Projeto desenvolvido no Eape reúne estudantes de diferentes escolas e amplia o contato com a Libras na rede municipal

A Libras deixou o espaço restrito ao atendimento especializado e ganhou o palco como linguagem de expressão, comunicação e aprendizagem no 2º Festival de Talentos Libras de São Sebastião. Realizado no Auditório da Secretaria da Educação (Seduc), na última semana, o encontro reuniu estudantes de diferentes unidades da rede municipal em apresentações individuais, em duplas e pequenos grupos, além do coral de Libras da EM Prof.ª Cynthia Cliquet Luciano.

Idealizado pelas professoras Débora Santos e Emiliana Sanches, do Espaço de Apoio Pedagógico Especializado (Eape) da EM Prof.ª Cynthia Cliquet Luciano, o projeto chama atenção por levar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para além dos espaços específicos de atendimento. Mesmo sem alunos surdos atualmente matriculados na unidade, a Libras integra as atividades pedagógicas do Eape e também é apresentada a estudantes ouvintes.

No espaço, a língua é utilizada como recurso pedagógico e de acessibilidade nos atendimentos a estudantes com deficiência e autismo, ampliando as possibilidades de comunicação, interação e aprendizagem. A participação de alunos ouvintes permite que o contato com a Libras faça parte da experiência de outros estudantes e contribua para uma convivência mais acessível no ambiente escolar.

O festival reuniu apresentações em Libras e contou com a participação de estudantes da Emei Reino da Alegria e da Emei Peteleco, além do coral de Libras da EM Prof.ª Cynthia Cliquet Luciano. A atividade integrou a programação do ‘Setembro Azul’, período dedicado à valorização da comunidade surda e da Língua Brasileira de Sinais.

Para a professora Débora Santos, a experiência mostra que práticas de inclusão podem fazer parte da rotina de toda a comunidade escolar. “O Festival mostrou que práticas inclusivas podem alcançar toda a comunidade escolar. Quando ensinamos Libras também a alunos ouvintes, ampliamos as possibilidades de comunicação e acessibilidade e contribuímos para a construção de uma escola mais acessível, acolhedora e preparada para conviver com as diferenças. O protagonismo e envolvimento dos alunos foram sensacionais”, destacou.

 

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