A Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria da Pessoa com Deficiência e do Idoso (Sepedi), com apoio da Secretaria de Saúde (Sesau), realizou, na quinta-feira (28/5), uma visita com pacientes do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (Caps AD) e do Centro de Atenção Psicossocial (Caps I) ao Viveiro Municipal, localizado na Reserva do Moulin, na região central do município.
A ação reuniu cerca de 30 pessoas e foi realizada em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio. Durante a visita, os participantes participaram de vivências no viveiro, espaço cercado pela Mata Atlântica e que conta com atividades como horta educativa, galinheiro e apiário.
A proposta da atividade foi promover momentos de convivência e inclusão social aos pacientes, complementando as ações terapêuticas desenvolvidas nos Caps.
O ‘Movimento da Reforma Psiquiátrica’ teve início no fim da década de 1970, durante o processo de redemocratização do Brasil, período em que também foi criado o Sistema Único de Saúde (SUS). Posteriormente, o movimento contribuiu para a criação dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
A mobilização nacional resultou na Lei Federal nº 10.216/2001, conhecida como Lei Paulo Delgado, que trata da proteção e dos direitos das pessoas com transtornos mentais, a legislação promove a liberdade dessas pessoas, garantindo acesso ao atendimento multiprofissional e à integração social.
O Dia Nacional da Luta Antimanicomial deste ano foi marcado pela realização de diferentes ações no município. As iniciativas reforçam o compromisso da Prefeitura de São Sebastião com políticas públicas voltadas ao cuidado, acolhimento e inclusão social.
A Sepedi desenvolve políticas públicas inclusivas voltadas às pessoas com transtornos mentais, além de atividades que promovem a inclusão em espaços públicos e asseguram o acesso ao esporte, à cultura, ao lazer e a outras iniciativas de convivência social.
Para Eliete Ferreira de Souza, 60 anos, a visita proporcionou uma experiência marcada pela convivência e pelo contato com a natureza. “Eu ainda não conhecia o viveiro e fiquei muito feliz em participar dessa atividade. Estar em um ambiente assim, ao lado de outras pessoas, torna o dia mais leve e especial para todos nós”, comentou.
Celina Gonçalves de Souza, 48 anos, ressaltou a importância de iniciativas que promovam acolhimento e integração social. “É muito significativo participar de ações como essa, principalmente em um espaço tão bonito e tranquilo. O contato com a natureza transmite paz e faz diferença no nosso bem-estar”, afirmou.























