Um alerta contundente está chamando a atenção de autoridades, especialistas e da população: o meteorologista catarinense Piter Scheuer afirmou que o Brasil pode enfrentar um “super El Niño” ainda em 2026, com potencial de impactos severos, especialmente na Região Sul e em áreas vulneráveis do país.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Scheuer demonstrou preocupação incomum com a intensidade do fenômeno. “Eu nunca vi um aquecimento tão anormal e intenso como este que está tendo no Oceano Pacífico Equatorial. É um El Niño que vai ser tão forte que vai chegar à categoria de super El Niño”, declarou.
O que está acontecendo no Pacífico
O fenômeno El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, alterando padrões climáticos em diversas partes do mundo.
Segundo Scheuer, os dados atuais indicam um cenário fora do padrão histórico recente, com temperaturas oceânicas significativamente elevadas. Caso se confirme, o evento pode atingir seu pico durante a primavera de 2026 — período crítico para eventos extremos no Brasil.
Probabilidade elevada e cenário preocupante
Dados de instituições oficiais reforçam o alerta:
O Instituto Nacional de Meteorologia aponta mais de 80% de probabilidade de formação do El Niño no segundo semestre de 2026.
A Epagri/Ciram estima cerca de 25% de chance de o fenômeno atingir intensidade muito forte.
Embora nem todos os modelos indiquem um “super El Niño”, há consenso de que o evento pode ser significativo.
Risco de eventos extremos
Historicamente, episódios intensos de El Niño provocam:
Chuvas acima da média no Sul do Brasil
Tempestades severas e enchentes
Deslizamentos de terra
Prejuízos agrícolas
Ondas de calor em outras regiões
Scheuer foi direto ao comparar o cenário com eventos históricos: segundo ele, o fenômeno pode ser mais intenso que o registrado em 1983, um dos mais devastadores já documentados.
Lição recente: tragédia no Sul em 2024
O alerta também remete à recente catástrofe climática no Rio Grande do Sul, em 2024, quando chuvas extremas causaram enchentes históricas, desalojaram milhares de pessoas e provocaram enormes prejuízos econômicos e sociais.
Para o meteorologista, o risco de repetição — ou até agravamento — é real caso não haja preparação.
Cobrança por ação imediata
Scheuer fez um apelo direto aos gestores públicos:
Limpeza urgente de rios, córregos e sistemas de drenagem
Reforço em obras de contenção
Planejamento de emergência e evacuação
Monitoramento constante de áreas de risco
Ele critica a postura de alguns especialistas que, segundo ele, estariam “amenizando” o cenário.
E o impacto no Sudeste?
Embora os efeitos mais intensos costumem ocorrer no Sul, regiões do Sudeste — como o litoral norte de São Paulo, incluindo Caraguatatuba — também podem sentir reflexos:
Aumento de episódios de chuva intensa
Maior risco de deslizamentos em áreas de encosta
Eventos climáticos mais irregulares
O possível “super El Niño” de 2026 ainda está em fase de monitoramento, mas os sinais iniciais são suficientes para acender o alerta. Especialistas concordam que prevenção e planejamento serão decisivos para reduzir impactos.
Se confirmado com alta intensidade, o fenômeno pode marcar mais um capítulo de eventos climáticos extremos no Brasil — reforçando a urgência de adaptação e resposta rápida por parte do poder público e da sociedade.





















