Estudante transforma desafios em aprendizado e inspira colegas em ação inclusiva em São Sebastião

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Durante a Semana Municipal de Prevenção às Deficiências, alunos da Escola Cynthia Cliquet participaram de vivência sobre inclusão e acessibilidade

Uma estudante de 12 anos transformou a própria experiência de vida em aprendizado para os colegas da Escola Municipal Cynthia Cliquet, na Enseada, na Costa Norte de São Sebastião. Durante uma atividade realizada na última quarta-feira (26/8), cerca de 25 alunos participaram de uma vivência que propôs experimentar, de forma orientada, alguns dos desafios enfrentados por pessoas com deficiência e refletir sobre inclusão, acessibilidade e respeito às diferenças.

A atividade integrou a programação da 20ª Semana Municipal de Prevenção às Deficiências e foi realizada pela Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria da Pessoa com Deficiência e do Idoso (Sepedi), com apoio da Secretaria da Educação (Seduc). A ação foi organizada pelos professores do Espaço de Apoio Pedagógico Especializado (Eape) e teve como protagonista a estudante Beatriz Vieira Marcello, a Bia, que compartilhou com os colegas parte de sua trajetória no esporte e na superação dos desafios impostos por sua condição.

Bia pratica natação desde os 9 anos e já conquistou sete medalhas em competições escolares. A atividade física começou por indicação da fisioterapeuta, com o objetivo de fortalecer a musculatura e ampliar sua socialização. Com o tempo, o esporte se transformou em espaço de desenvolvimento e conquistas. “Quando comecei na natação, não tinha muita força, mas, quando comecei a fazer musculação, fui ficando mais forte e vi que o limite quem faz somos nós”, contou a estudante.

Durante a vivência, coordenada pelo professor de Educação Física Eduardo Moraes Rocha, Bia demonstrou sua agilidade em um circuito realizado na cadeira de rodas, utilizando um bambolê, e mostrou aos colegas que deficiência não significa incapacidade. Os estudantes também tiveram contato com recursos de tecnologia assistiva, como muletas, e participaram de atividades que estimularam uma reflexão prática sobre mobilidade, acessibilidade e os diferentes obstáculos enfrentados no cotidiano.

Mais do que apresentar conceitos sobre inclusão, a atividade colocou os estudantes diante de uma experiência capaz de ampliar a compreensão sobre as diferenças e a importância de construir ambientes mais acessíveis e acolhedores. Ao compartilhar sua trajetória, Bia ajudou a transformar uma aula em uma oportunidade de aprendizado coletivo, mostrando aos colegas que a inclusão começa pelo conhecimento, pelo respeito e pela compreensão de que cada pessoa encontra diferentes caminhos para viver, aprender e conquistar seu espaço.

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