A Prefeitura de São Sebastião, por meio das secretarias da Educação (Seduc), do Meio Ambiente (Semam) e de Desenvolvimento Econômico e Social (Sedes), realizou na última semana uma visita à comunidade tradicional caiçara da Ilha de Montão de Trigo para iniciar as tratativas de inclusão do território na Comissão de Alimentos Tradicionais dos Povos (Catrapovos), iniciativa nacional que busca inserir alimentos tradicionais produzidos por povos e comunidades tradicionais na merenda escolar.
O encontro marcou o início do diálogo para que a comunidade possa fornecer alimentos como peixe, banana, taioba e outros produtos regionais às escolas locais. A proposta fortalece dois eixos essenciais: a geração de renda para as famílias da ilha e a oferta de refeições mais nutritivas, frescas e culturalmente adequadas aos estudantes.
A iniciativa contribui diretamente para a valorização das identidades, dos modos de vida e dos saberes ancestrais, ao mesmo tempo em que reforça a soberania alimentar das comunidades tradicionais.
Sobre a Catrapovos
A Catrapovos, desenvolvida em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), é uma iniciativa que incentiva a inclusão de alimentos regionais provenientes da agricultura familiar, do extrativismo e da pesca artesanal nas refeições do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A proposta fortalece circuitos curtos de comercialização, amplia o acesso das comunidades tradicionais às compras públicas e promove cardápios que respeitam práticas e tradições alimentares locais.
No Litoral Norte, a iniciativa contempla os municípios de Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba. Entre os avanços promovidos pelo programa estão a redução de burocracias, como a possibilidade de fornecimento de gêneros alimentícios ao PNAE utilizando o NIS, e a articulação permanente entre órgãos públicos, sociedade civil e lideranças comunitárias por meio da Mesa Permanente de Diálogo Catrapovos Brasil.
Além de garantir alimentos mais frescos e nutritivos nas escolas, a Catrapovos fortalece a cultura alimentar de povos indígenas, caiçaras e quilombolas, reconhecendo e valorizando seus saberes, práticas e tradições culinárias.






















