Prefeitura alerta para uso de óculos escuros falsificados diante das altas temperaturas do verão

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A Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), alerta para um comportamento recorrente e perigoso: o uso de óculos de sol falsificados, especialmente durante o verão. O comércio de produtos piratas, incluindo óculos de sol, movimenta aproximadamente 23 milhões por ano no país. Além disso, outro dado que chama a atenção é que, em 2025, cerca de 1 milhão de pares de óculos de sol falsificados foram apreendidos em uma operação da Receita Federal em São Paulo.

O médico oftalmologista Glauco Reis, responsável pelo serviço de oftalmologia no município, explica que, em relação à exposição ao sol, independentemente da idade, os óculos utilizados devem oferecer proteção contra os raios UVA e UVB. “Para quem estiver na praia ou praticando esportes no mar, também aconselhamos o uso de armações com lentes polarizadas, que ajudam significativamente na melhora do contraste e da nitidez”, destaca.

De acordo com o especialista, estão previstas, entre os meses de janeiro e março, aproximadamente 7 mil consultas oftalmológicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no município, além da realização de exames e procedimentos cirúrgicos. O uso contínuo de óculos escuros de procedência duvidosa e sem filtros adequados de proteção é apontado como um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de problemas oculares, podendo aumentar as chances de surgimento de doenças como câncer de pálpebra e alterações na mácula, região central e mais sensível da retina, o que pode ocasionar perda progressiva da visão central.

O uso desses produtos também pode desencadear, ao longo do tempo, uma série de outros problemas oculares, como catarata, pterígio e aceleração do envelhecimento dos olhos. Para evitar complicações, o principal aspecto a ser observado é a qualidade da lente, que, quando inadequada, pode distorcer a imagem e forçar excessivamente a musculatura ocular.

Lentes de contato

No caso das lentes de contato, o oftalmologista orienta que o uso não ultrapasse oito horas diárias e que se evite entrar no mar ou na piscina utilizando as lentes. “Nenhuma lente foi projetada para esse tipo de exposição. O mesmo vale para colírios, especialmente aqueles que contêm corticoides ou antibióticos na fórmula, que não devem ser utilizados sem avaliação prévia de um oftalmologista.”

 

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